Economia - 22 de janeiro de 2016



O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta quinta-feira (21) que o governo trabalha para que a inflação fique abaixo de 7% em 2016. A última estimativa dos economistas ultrapassa esse patamar, segundo o último levantamento feito pelo Banco Central.

Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Já para 2017, a meta central de inflação é de 4,5%, mas com margem de 1,5 ponto percentual. Na prática, isso significa que o piso será de 3% e que o teto será mais baixo: de 6% em 2017 sem que a meta seja formalmente descumprida.

Decisão do Copom
O ministro declarou, ainda, que a decisão do Copom em manter a taxa Selic em 14,25% ao ano, contrariando as expectativas do mercado, não coloca em risco a autonomia do BC. "O BC tem autonomia pra decidir a taxa de juros no nível que eles acharem adequado para o controle da inflação". Segundo ele, o controle de metos vai trazer a inflação para baixo esse ano.

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