Economia - 27 de maio de 2016



Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial atingiram em abril o patamar de 308,7% ao ano – o maior desde o início da série histórica, em julho de 1994, ou seja, em quase 22 anos. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Banco Central.

Em relação a março, quando estavam em 300,8% ao ano, os juros cobrados do cheque especial tiveram aumento de 7,9 pontos percentuais. Nos últimos 12 meses até abril, a alta foi de 82,8 pontos percentuais - estavam em 225,9% ao ano em abril de 2015.

Junto com o cartão de crédito rotativo, os juros do cheque especial estão entre os mais altos do mercado. Esses empréstimos, alertam os especialistas, só devem ser utilizados em momentos de emergência e por um prazo curto. A inadimplência do cheque especial somou 14,4% em abril.

Cartão de crédito
Se a taxa de juros é alta para o cheque especial, ela pode ser considerada proibitiva para o cartão de crédito rotativo.

Segundo o Banco Central, os juros médios cobrados pelos bancos nestas operações – a modalidade mais cara do mercado – ficaram em 448,6% ao ano em abril.

Em relação a março, quando os juros dessa modalidade somaram 449,4% ao ano, houve uma pequena queda de 0,8 ponto percentual. Mas, nos últimos doze meses, o aumento foi de expressivos 101,2 pontos percentuais.

A recomendação de economistas é que os clientes bancários paguem toda a sua fatura do cartão no vencimento, não deixando saldo devedor. A inadimplência destas operações, segundo o BC, somou 36,4% em abril - uma das mais altas das modalidades de crédito.

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