Economia - 24 de maio de 2016



Enquanto o governo discute com as centrais sindicais uma proposta de reforma da Previdência Social, que deverá ser apresentada nas próximas semanas ao Congresso Nacional, a expectativa de rombo previdenciário continua subindo.

Segundo o Ministério do Planejamento, a previsão oficial para o rombo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) neste ano subiu de R$ 136 bilhões, em março, para R$ 146 bilhões em maio deste ano.

Na comparação com o ano passado, quando somou R$ 85,81 bilhões, a previsão é de um crescimento de 70% em 2016 - ou de R$ 60,55 bilhões. As estimativas constam no relatório de receitas e despesas do orçamento federal de 2016, relativo ao segundo bimestre.

A nova previsão é de que o pagamento dos benefícios do INSS atinjam a marca inédita dos R$ 500 bilhões em 2016 - contra R$ 436 bilhões no ano passado. Ao mesmo tempo, a arrecadação líquida do INSS deverá totalizar R$ 356 bilhões neste ano, em comparação com 350 bilhões no ano passado.

A antiga equipe econômica, da presidente afastada Dilma Rousseff, já vinha indicando a necessidade de reformar as regras da Previdência Social. Para isso, havia instaurado um fórum com sindicatos e patrões, que deveria apresentar o resultado das reuniões em abril. Entretanto, diante do processo de impeachment, admitiu que o tema não seria levado adiante.

Nova equipe econômica

O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já defendeu que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pela INSS. De acordo com ele, a medida é fundamental para garantir o financiamento da Previdência. "Haverá uma idade mínima de aposentadoria", disse o ministro.

"Estamos estudando quais as regras de transição. Existem grupos com estudos bastante avançados sobre isso", completou. "O que precisa é uma determinação de governo. Vamos fazer. E apresentar uma proposta factível para sociedade. Idade mínima com uma regra de transição."

Mais recentemente, em entrevisa aos maiores jornais do país, ele declarou que a proposta de reforma da Previdência em discussão no governo, que será encaminhada ao Congresso Nacional,atinge os atuais trabalhadores, com regras de transição para reduzir os impactos para quem está perto de se aposentar. Somente não seria prejudicado quem já está aposentado ou completou os requisitos para requerer o benefício antes da mudança nas regras.

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