Economia - 11 de dezembro de 2015


A taxa média de juros no cartão de crédito chegou a 378,76% ao ano em novembro, a maior no período desde o início de 2009. Os dados são da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Segundo a entidade, a tendência é que as taxas de juros das operações de crédito voltem a subir nos próximos meses. A taxa média para a pessoa física chegou a 7,43% (136,32% ao ano) em novembro contra 7,3% (132,91% ao ano) em outubro. Já a taxa de juros média geral para pessoa jurídica atingiu 4,22% (64,22% ao ano) em novembro ante 4,16% (63,08% ao ano) em outubro.

A possibilidade de a agência de classificação de risco Moody's rebaixar a nota da dívida pública brasileira reflete as dificuldades do ambiente político, informou há pouco o Ministério da Fazenda. Pouco mais de 24 horas depois de a agência ter revisado para negativa a perspectiva da nota de crédito do país, a pasta emitiu um comunicado sobre o tema.

“Essa revisão poderá levar até 90 dias, sendo que a opinião da agência remete às dificuldades oriundas do ambiente político e da capacidade do governo em implantar medidas para corrigir e executar políticas que levem a resultados fiscais consistentes com uma trajetória mais positiva de endividamento público”, diz a pasta. Na nota, a Fazenda informou ainda que o governo está empenhado em reduzir gastos obrigatórios e aumentar impostos para facilitar o ajuste fiscal e conter o crescimento da dívida pública. 

O ministério, no entanto, lembrou que essas medidas exigirão sacrifício da sociedade, que envolverão mudanças na legislação e reformas estruturais previstas nos projetos de lei e nas propostas de emendas à Constituição encaminhadas ao Congresso Nacional no fim de setembro. “O governo está engajado em atacar esses problemas, revendo a natureza legal, regulamentar e administrativa das despesas que, quando reduzidas, contribuirão para reverter o déficit fiscal e estabilizar a trajetória da dívida”, ressaltou o comunicado. De acordo com a Fazenda, a discussão é essencial para criar espaço para as necessárias medidas de melhoria do gasto público.

De acordo com a Fazenda, assim que as incertezas políticas e econômicas forem dissipadas, é esperado um aumento gradativo da confiança necessária à recuperação do investimento e ao crescimento econômico. O ministério defendeu que reformas como a unificação das alíquotas interestaduais do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a reforma do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) avancem para que o ambiente de negócios melhore no país.

A pasta diz ainda que o governo está preparando medidas que podem elevar o investimento privado a partir do próximo ano, como o programa de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. De acordo com a Fazenda, essas medidas deverão atrair capitais externos e doméstico para projetos de infraestrutura em 2016.

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