Economia - 22 de dezembro de 2015



Planejamento
Dilma dá posse hoje ao novo ministro do Planejamento, Valdir Simão, que assume o posto deixado por Nelson Barbosa, queassumiu a Fazenda ontem.

Dívida Pública
O Tesouro Nacional divulga os números de novembro da dívida pública. O balanço inclui os endividamentos interno e externo do governo. Em outubro foi registrada a primeira quedado ano.

Após a troca no comando do Ministério da Fazenda, o dólar operou em alta boa parte da segunda-feira e fechou acima de R$ 4. A moeda norte-americana foi cotada a a R$ 4,023 na venda , com alta de R$ 0,076 (1,93%). Foi o maior valor desde 29 de setembro (R$ 4,059). O dia também foi de perdas na Bolsa de Valores de São Paulo, que caiu pela segunda vez seguida e voltou a encerrar no menor nível em mais de seis anos. A entrada de Nelson Barbosa no lugar de Joaquim Levy parece não ter agradado ao mercado e as declarações dele a um grupo de investidores nesta segunda. Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula alta de 3,51% em dezembro e de 51,3% em 2015.

Barbosa conversou para minimizar a desconfiança após ser nomeado. Ele reafirmou o compromisso do governo com a meta fiscal de 2016 e disse que "os recursos que ficarem faltando serão compensados com outras medidas". Os investidores questionaram o ministro sobre a inflação e a situação fiscal do País. Barbosa reafirmou a necessidade de um ajuste fiscal e frisou que o Banco Central está atuando para controlar a inflação e que o governo está buscando medidas com pouco impacto inflacionário. "Estamos focados na redução da inflação", disse.

Apesar de o ministro ter se comprometido a manter a direção da política econômica, os indicadores se deterioraram após a conversa. Na conversa, Barbosa prometeu dar prioridade ao ajuste fiscal e ao combate à inflação. Ele defendeu ainda a reforma da Previdência, que institui a idade mínima para aposentadoria.

A segunda-feira também foi de fortes perdas na Bolsa de Valores. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 1,34% e encerrou o dia em 43.321 pontos, no menor nível desde abril de 2009, no auge da crise provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

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