Economia - 10 de dezembro de 2015



A cesta básica de Porto Alegre registrou uma alta de 6,26% em novembro de 2015 passando de R$ 380,80 em outubro para os atuais R$ 404,62. Por conta dessa elevação, a Capital voltou a ter o maior custo do País para aquisição de alimentos essenciais. A cidade é seguida por São Paulo com R$ 399,21, Florianópolis com R$ 391,85 e Rio de Janeiro com o valor de R$ 385,80. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira pela economista Daniela Sandi, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Na avaliação mensal, os 13 produtos que compõem a cesta registraram elevação. Os “vilões” foram a batata (25,16%), o tomate (21,19%) e a banana (15,94%). Tiveram alta ainda o açúcar ( 13,27%), o óleo de soja (4,05%), o arroz (3,73%), o feijão (3,10%), a farinha de trigo (2,27%), o leite (1,83%), o café (1,75%), o pão (1,74%), a carne (1,40%) e a manteiga (0,15%).

No ano, a cesta básica registrou alta de 16,08%. Entre janeiro e novembro, doze itens ficaram mais caros: a batata (51,33%), o açúcar (29,07%), o tomate (25,06%), o óleo de soja (17,65%), a carne (16,25%), a banana (15,09%), o café (14,03%), o leite (13,81%) , a manteiga (12,12%), o pão (7,34%), o arroz (6,84%) e a farinha de trigo (2,74%). O feijão foi o único item a registrar queda (1,81%).

Com base no apurado para a cesta mais cara, a de Porto Alegre, o Dieese estima que o salário mínimo necessário em novembro de 2015 deveria equivaler a R$ 3.399,22, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 788. A variação da cesta básica no período do Plano Real ficou em 507,08%, enquanto no mesmo período a inflação ficou em 434,78% e o salário mínimo variou 1.116,24% (variação nominal).

Nenhum comentário:

Postar um comentário