Doutor em Economia Pedro Ramos palestrou na Reunião-Almoço da Cacis em Estrela













 

Estrela Palace Hotel - 21 de julho de 2017.

A crise econômica enfrentada pelo país foi tema de reunião-almoço promovida pela Cacis. 

O assunto foi abordado pelo doutor em Economia e gerente de Análise Econômica do Sicredi, Pedro Ramos. O evento ocorreu no Estrela Palace Hotel.

Completou graduação, mestrado e doutorado pela Ufrgs, onde se especializou no campo da modelagem macroeconômica. Atuando como economista desde 2008, ele passou por entidades empresariais gaúchas, como a Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) de Porto Alegre e a Fecomércio-RS.

Em 2011, assumiu a gerência de Análise Econômica do Sicredi. Ramos ainda tem experiência como professor de Econometria em programas de MBA e artigos publicados em periódicos nacionais e em congressos de economia.

Disse que o endividamento brasileiro é incomum para países em desenvolvimento. "O quadro é crítico", salientou.

Não foi ajustado o deficit e o Brasil tem aumentado sobremaneira o gasto público. O governo possui dificuldades para alterar o quadro.

Mas o País deu sinais de melhora na economia em 2016 e 2017. Para o mercado financeiro o risco caiu pela metade.

Segundo o economista, Temer conquistou um voto de confiança quando conseguiu passar pelo Congresso Nacional a reforma das Leis Trabalhistas que estavam engessadas.

Outro fator destacado por Ramos é a atual equipe econômica e a fidelidade que Temer possui dos deputados federais e senadores para aprovar as reformas.

O mercado identificou que Temer colocou pessoas certas para resolver os problemas e o Congresso vota com o Governo Federal.

A preocupação agora, depois das denúncias contra o Presidente, é se vai continuar tendo as condições para proceder a reforma da Previdência Social, fundamental para o Brasil, segundo o economista.

Por outro lado, com a manutenção da confiança, a taxa de juros vai continuar caindo num cenário mundial favorável para o Brasil. Além da manutenção da taxa de câmbio.

O País passa por condições climáticas favoráveis com a safra de grãos em grande produtividade. Aumento de oferta de alimentos. A inflação na ordem de 3% vai continuar baixa. Taxa de juros deve cair para 8,25%.

A falta de confiança que bateu na economia e fez empresas saírem do mercado está retornando. As famílias estão voltando a consumir.

A queda da rentabilidade das empresas que chegou a "zero" em 2013 está retornando para o campo positivo em 2017, chegando a 12%. Empresas já possuem crédito mais barato.

O PIB voltou a crescer e setor automotivo está produzindo mais.

Com relação ao futuro o economista Pedro Ramos destaca as expectativas estão melhorando.

Fotos: Airton Engster dos Santos

Nenhum comentário:

Postar um comentário