Leia Coluna do Airton Engster dos Santos no Jornal Nova Geração de Estrela
Mostrando postagens com marcador A produção de peixes em Estrela-RS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A produção de peixes em Estrela-RS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A produção de peixes em Estrela-RS



A produção de peixes em Estrela

Estrela é referência no Vale do Taquari quando o assunto é produção de peixes, atividade denominada piscicultura.

Todos os meses são realizadas duas feiras que colocam a disposição da comunidade, peixes vivos, na Praça Henrique Roolaart, inclusive com consumidores de municípios vizinhos.

Anualmente são comercializados nas feiras do peixe em torno de 30 toneladas do produto. Mas a estimativa de produção é bem maior que isso podendo chegar a 35 Toneladas.

Acontece que alguns produtores utilizam os peixes para consumo próprio, realizam pequenas feiras na taipa ou o tradicional pesque-pague. Estas modalidades de comercialização não entram na estatística.

Mas esta história vem de longe. Foi necessário muito trabalho desde as primeiras iniciativas há praticamente 25 anos. Para entender mais sobre a trajetória da piscicultura e da Feira do Peixe Vivo em Estrela, conversamos com o médico veterinário Alberto Wolkmer, funcionário público municipal concursado de 1994.

Alberto disse que relatos em documentos e fotos da Secretaria atestam que início das atividades se deu no princípio dos anos 1990.

As primeiras feiras eram realizadas a céu aberto, e havia comemoração quando se comercializava 40 ou 50 kg de peixe.

Em 1992 foi criada uma Lei Municipal número 2819 concedendo 5 hs máquina retro/scraper ou poclain para cada interessado em abrir ou limpar açude.

Alberto conta que naquela época os produtores faziam encomendas de alevinos que vinham do Paraná. A Secretaria da Agricultura fazia a distribuição na propriedade. Hoje o criador adquire seus próprios alevinos.

A viabilidade da atividade se deu graças ao trabalho de logística montado pela Secretaria, que desde o princípio nos anos 1990 e até nos dias de hoje, faz uma programação de feiras para cada período, com estrutura a disposição dos produtores.

Caminhão, motorista, técnicos, com orientação desde a propriedade até o ponto de comercialização, inclusive para os consumidores.

Alberto salienta que outro fator de sucesso da atividade em Estrela, sempre foi a divulgação nos meios de comunicação, através dos secretários e técnicos que passaram ou estão na Secretaria da Agricultura. O atual Secretário da Agricultura é José Adão Braun que tem dado todo apoio para atividade de piscicultura. 

Mas o médico afirma que a evolução da piscicultura em Estrela se deu conjuntamente com a Feira do Produtor Rural. As duas foram se complementado.

O atual pavilhão na Praça Henrique Roolaart, onde existe parte com estrutura montada para Feira do Peixe Vivo, foi construído com recursos do Governo Estadual, com contrapartida do município, inclusive o terreno, disse Wolkmer.

Antigamente as feiras eram a céu aberto e em alguns casos itinerantes. Mas foi evoluindo, passando por diversas fases até se chegar à situação de excelência dos dias de hoje.

O espaço no pavilhão atual foi cedido aos produtores em regime de comodato por 10 anos. Agora deverá ser renovado. Mas como foi criado a ASFE – Associação dos Feirantes de Estrela que congrega também os piscicultores, é quem vai representar a categoria nos acertos com a Prefeitura Municipal de Estrela.

A Comercialização:

Atualmente existem em Estrela 85 criadores de peixes: Destes, três possuem açudes grandes que abrem na época da semana santa. A cada ano um deles, pois para se produzir um peixe com tamanho e qualidade ideal são necessários três anos. Nas feiras da Semana Santa que possui um reforço com espaço de comercialização no bairro das Indústrias, são disponibilizados 15 toneladas de peixe.

Outros piscicultores comercializam seus produtos nas feiras que acontecem de 15 em 15 dias, no 2° e último sábado de cada mês, com 500 a 600 kg de peixes vendidos em cada uma.

O ano de 2013 vai fechar com 28 feiras de peixes realizadas. Para 2014 já estão previstas 35.

A boa procura também pode ser creditada a sala de evisceração, anexa ao espaço de comercialização, que faz o abate e posterior limpeza, possibilitando ao consumidor levar o peixe limpo para casa.

Os peixes mais procurados são pela ordem as carpas: Capim, Húngara, Cabeça Grande, Prateada e alguma coisa de Chinesa. Já se coloca a disposição dos consumidores, peixes com até 20 kg comemora o médico veterinário Wolkmer.

O Futuro:

Alberto fala com entusiasmo com relação aos próximos passos. Já se projeta para o ano que vem feiras mais seguidas e maiores na semana santa.

Saiba mais:

Piscicultura refere-se ao cultivo de peixes principalmente de água doce.

É uma atividade praticada há muito tempo, existindo registros de que os chineses já há cultivavam vários séculos antes de nossa era e de que os egípcios já criavam a tilápia-do-nilo há 4000 anos.

No Brasil, a maior parte das atividades relacionadas ocorre em propriedades rurais comuns, na grande maioria, em fazendas dotadas de açudes ou represas.

Texto - Airton Engster dos Santos
Matéria publicada no Jornal Folha de Estrela
outubro de 2013