Economia - 23 de agosto de 2016


O Banco Central (BC) divulga hoje o resultado das contas externas de julho e também o acumulado do ano. O déficit das contas externas brasileiras somou US$ 38,2 bilhões de janeiro a junho de 2015, frente aos US$ 49,9 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, o que corresponde a uma queda de 23%.

A 3ª Vara Criminal de Passo Fundo recebeu denúncia contra o diretor jurídico da Oi, Eurico Teles, e os advogados Maurício Dal Agnol, Pablo Pacheco dos Santos, Marco Antônio Bezerra Campos e Gabriel de Freitas Melro Magadan. Os crimes apurados são formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e patrocínio infiel. O caso é um desmembramento das investigações da Operação Carmelina, da Polícia Federal (PF), ocorrida em 2014, que descobriu um esquema de desvio milionário de dinheiro de clientes do escritório de advocacia de Dal Agnol, em Passo Fundo.

Conforme a PF e o Ministério Público, o advogado gaúcho ficava com parte do dinheiro dos clientes em processos judiciais contra a extinta CRT, atualmente Oi. Dal Agnol chegou a ser preso na época e agora responde em liberdade.

Conforme a denúncia, Eurico Teles procurou o escritório de advocacia de Dal Agnol e propôs um acordo: ofereceu R$ 50 milhões para que ele renunciasse a 50% dos créditos de clientes em 5.557 processos em favor da Oi. 

Conforme o MP, os advogados Pablo Pacheco dos Santos e Gabriel De Freitas Melro Magadan, subcontratados por Dal Agnol e Marco Antônio Bezerra Campos, respectivamente, firmaram acordos prejudicando os interesses de clientes. Em nenhum dos acordos os envolvidos mencionaram a existência do contrato firmado com a Oi, de acordo com os investigadores.

No contrato, os denunciados declararam que o pagamento de R$ 50 milhões se destinava a saldo de honorários, quando, na verdade, o dinheiro era proveniente de pagamento indevido para a realização de acordos judiciais prejudiciais aos clientes.

O valor corrigido pago a Dal Agnol é de R$ 75.146.588,91.

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